Uma análise só começa no divã? | Vitor Rocha Saúde
O divã chegou às sessões de psicanálise em 1890, quando uma das pacientes de Sigmund Freud o presenteou com a mobília. Segundo ela, para que sua mente fosse analisada era importante que se sentisse relaxada e confortável. O presente então, bege e modesto, foi revestido com tapetes persas e almofadas de veludo por escolha de Freud. A essa altura, Freud já havia desenvolvido seu principal método, que marcaria para sempre a história da psicanálise: a associação livre, que visa transcorrer os caminhos do inconsciente. E quanto mais Freud atendia seus pacientes no divã e mais escrevia sobre eles, mais dava-se conta da importância do uso da mobília. Ela funcionava como um dispositivo que compõe e favorece a prática psicanalítica. O divã como elemento da prática psicanalítica Nesse sentido, a ausência do olhar e a horizontalidade da postura são meios para que a associação livre decorra sem a rigidez da própria…
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