Crítica psicológica do filme Era Uma Vez em… Hollywood | Vitor Rocha Saúde

Não digo que “Era uma vez em… Hollywood” é meu Tarantino favorito, mas definitivamente é o que mais me tocou. Talvez por ser seu filme mais maduro e bem orquestrado, costurando as histórias das personagens principais (DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie, ou Rick, Cliff e Sharon Tate) de uma forma que é difícil de perceber que os 3 quase nunca se encontram, muito provavelmente pela quantidade de cenas filmadas com grua, que nos colocam numa perspectiva de um Deus onisciente, que tudo vê e tudo “sabe” sobre o que ocorrerá na história. Um dos pontos que faz deste um filme profundo é o contexto em que se passa a fábula: um mundo divido entre hippies e fadas sensatas que odeiam a polícia e os porcos fascistas, e homens que vivem com a cabeça de outra época e por serem bem sucedidos ou famosos tem a liberdade “poética” de matar…

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