Sem memória da vida, não há registro da morte: sobre o filme Pieces of a Woman | Vitor Rocha Saúde
*Alerta de Spoiler* A pandemia do novo coronavírus tem colocado milhares de famílias pelo mundo diante da morte de suas pessoas amadas, a quem dedicaram seus afetos ao longo da vida, com quem sonhavam projetos futuros. A dor de quem sofre a perda de alguém querido se torna mais difícil de ser sentida com a impossibilidade de ver o corpo do falecido ou de viver com ele seus últimos momentos de vida, quando esses devem se passar no hospital, num leito de UTI. Privados da vista e de um rito de passagem, o luto da perda pode não acontecer, se mães, pais, tios, primos, filhos, amigos, amigas de quem partiu não encontrarem vias alternativas de elaboração, espaços e modos outros para chorar e lamentar a morte. Poderia se apostar na lembrança da vida da pessoa que partiu? Se a tristeza e a dor não encontram abertura para saírem em prantos,…
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